"Na Whiplash: http://whiplash.net/materias/news_891/068126-ozzyosbourne.html
Traduzido por Fernando Garcia Publicado em 10/01/08
Uma nota curiosa da World Entertainment News Network relata que OZZY OSBOURNE recebeu um presente especial no Natal – seu primeiro celular, aos 59 anos de idade.
O cantor agora adora seu novo celular, e liga para a filha Kelly constantemente – e recentemente ligou apenas para informá-la que ele ficou fã do álbum dela de 2005 “Sleeping in the Nothing”.
Porém, Kelly admite que as ligações constantes do pai podem ser irritantes. “Ele nunca teve um celular antes e eu odeio isso. Ele me liga toda hora. Eu estava fora jantando com meus amigos outro dia e ele me ligou e disse, ‘Eu apenas tenho que te dizer. Eu estou ouvindo o seu álbum. É realmente bom. Não sei por que não foi tão bem’. Eu perdi metade da noite falando com ele ao invés de meus amigos”."
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Graaaaaande Ozzy!
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Sobre Emocore: O Viado Contra-Ataca

--Só pra provar que, apesar de eu procurar ser informativo sobre essa mania, é sempre divertidíssimo esculachar.
Esculachar, torturar. Não bater, haha.
Agradecimentos ao autor da charge, muito bem intencionado!
Assunto:
bobagens,
contra-filosofia,
música,
tiras
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Sobre Emocore
"DAEWZ, VAMO ESPANCAR ESSES EMO DA GALERIA MANO!!! ELES CHORAM E CORTAM OS PULSO!!!!!!111 MORRAAAAAAAM!"Frase comum na nossa metrópole paulistana. Além dos baurus, da poluição, dos mendigos e dos sem-número de tribos urbanas, o espancamento de emos é uma prática "dita" como comum nessa cidade. Friso bem, "DITA", porque não acontece na real. Se formos espancar cada nêgo que usa franjinha e pinta as unhas, nem o vocalista do Iron Maiden, senhor Bruce Dickson, seria poupado. E ele é heavy metal.
Então, de onde surge todo esse ódio ao bendito emocore? Sim, esse é o termo correto. Não existe "emo". O prefixo emo solto não significa absolutamente nada. Emo só funciona se juntado ao conceito de hardcore, uma música derivada do punk que consiste em bandas menos compromissadas com "música por música" e centradas em letras altamente políticas.
Com essa correção gramatical, acho que podemos elaborar algumas hipóteses sobre o ódio:
1) O ódio pode estar ligado com o começo JÁ DECADENTE do emocore. Bandas como Rites of Spring e Embrace, no cenário punk de Washington D.C. foram as primeiras rotuladas com essa "pérola" da música. Reza a lenda que um rapaz ouviu as letras deles e proclamou a seguinte frase, quase tão importante quanto a Independência do Brasil: "YOU ARE EMO!". Foi o marco. Aconteceu no começo de 1980, não tinha absolutamente nada a ver com My Chemical Romance hoje ou qualquer banda supostamente emo que você me citar. Arrisco dizer até que emo não existe hoje em dia.
2) O ódio pode existir por falta de sexo.
3) O ódio pode existir por falta de esportes urbanos.
4) O ódio pode estar ligado à popularização do termo "emo", ocorrida em São Paulo entre 1998 e 2002. Lembrando que, considerando a primeira alternativa, o rótulo foi dado de uma forma completamente ERRADA. Emocore nasceu e morreu na década de 1980, exceto por algumas bandas de 1990, pouquíssimas na verdade, a grande maioria que era emo passou para o post-hardcore, seu rótulo original (post é designado pra todas as bandas que não se encaixam em porra nenhuma de estilo. Desista de caracterizá-las. Eu mesmo, gostando de heavy há muito tempo, gosto de bandas sem rótulo. É a tendência real que domina o rock mais moderninho).
5) O ódio pode existir pelos cabelos com franja serem completamente retrô. Enquanto a manada eminha de São Paulo acha isso "a onda", o resto olha horrorizado, principalmente quando o nêgo corta aquela merda toda torta. No entanto, não custa lembrar que até gigantes como os BEATLES tinham franja. O cabelo repicado domina mais o rock´n´roll do que os cabelos longos, acredite se quiser.
Analise os pontos que eu falei. Se quiser conhecer melhor o emocore, eu particularmente recomendo uma banda, sem vergonha alguma, chamada Jimmy Eat World. Não tem tanto sentimentalismo nas músicas, embora NUNCA tenha uma letra mais pesadinha.
Outra detalhe importante pra ressaltar. Existem bandas com vocalistas bissexuais ou gays que marcam muito mais pelo seu visual e sua decadência suicida do que qualquer emo. Quais? Placebo, The Cure e Nirvana não dizem nada pra você? Toda aquela atmosfera mais deprimente, alguns com visuais andróginos.
Da próxima vez que for pensar em bater naquelas franjinhas da Galeria do Rock, pense melhor, estude um pouco o rock. Talvez você se toque que é perda de tempo, tanta perda de tempo quando os rapazes e garotas que querem aparecer com um visual escroto, com um rótulo ERRADO e com liberdades sexuais que não corresponde ao que, talvez, seja a verdadeira realidade deles, uma realidade vazia.
Vou voltar ao meu bacon com ovos e ao meu Motörhead. Bom dia para vocês.
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