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sábado, 31 de janeiro de 2009

Analisando "Top Blogs"

Alguns blogs de tecnologia (DOIS!), vários sobre generalidades, futilidades, humor e... APLIQUE DE CABELOS (que é um link ERRADO).

Resumo da ópera: faça um blog com muito youtube, BBB9 e qualquer merda que faça o retardado rir diante do monitor, ou que tenha uma tag bem original e visitada. Você chegará no topo.

Mentira, estamos frustrados porque ainda não chegamos. Mas é questão de tempo (NOT!).

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Citações Geniais do fim de 2008: ORKUT

"Qual é a melhor manchete para a morte de Dercy?: Diabo anuncia: Dercy voltará! Nem ele agüenta tanto palavrão".
Fonte:
Comunidade NP - Notícias Populares

"Não sei o que aconteceu comigo, mas me baixou o lindomar e dei uma voadora na menina e tirei o pacote que estava em suas mãos".
Fonte:
Comunidade No Escuro
Observação: Para mais detalhes, o(a) sujeito(a) postou meia hora atrás. Bizarro no Natal? Talvez.

"Gente, por favor. Ninguém tire o sapato porque, aqui, como é muito calor, a gente vai perceber antes de alguém decidir jogá-lo, por causa do chulé".
Fonte: Citação do presidente Lula na
Comunidade Comunistas Caricatos

"Surdos que não enxergam"
Fonte:
Comunidade Comunistas Caricatos comentando o comentário de Lula (urgh, odeio repetir verbo, mas dane-se)
Comentário: A dona do tópico é uma genialidade em pessoa. Consegue se aproximar do perfil do presidente.

"A se lamentar apenas a péssima pontaria do cara que cometeu o "atentado"... PORRA, ELE TINHA QUE ERRAR???"
Fonte:
Comunidade Liberais Caricatos comentando o atentado do jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi
Comentário: Pobre jornalista. Bush "Matrix".

"eu achei que era onde corria cavalo, juro por deus".
Fonte:
Comunidade Radiohead
Comentário: Fã achando bizarro que a Chacará do Jockey é um campo de futebol, não um lugar onde correm cavalos. Lá terá o show da banda Radiohead, em março de 2009.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A falta do uso do banheiro...

...nos faz pensar que a sociedade e o pensamento são sérios, quando, na verdade, eles terminam esquecidos no mofo ou utilizados como adubo na terra.

Apesar da preguiça dos donos desse blog, rolos e rolos de papel higiênico serão utilizados.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Linhas do tempo

#1: Você nasce. Sua família é classe média baixa. Você cresce com alguns amigos verdadeiros e outros fúteis, com briquedos de plástico e uma bola de capotão. Você cresce com ideologias de esquerda na adolescência e cultiva uma barriga aos 27, além dos generais militares. Sua maior missão é procurar uma mulher que aguente seus transtornos assassinos e que não se divorcie. Consumado esse ato animalesco que copula sua vida patética, você vive de um emprego público que garante as despesas do mês e uma viagem pro Guarujá. Às vezes você faz economias e consegue coisas sofisticadas. Sua idade adulta é classe média alta e seus dois filhos podem ser viciado em drogas. Provavelmente você morrerá de câncer. O tempo verbal pouco importa nessa vida, porque as lembranças são medíocres. Talvez você tenha seus filhos no funeral, mas sabe que sua vida não foi aquelas coisas.

#2: Você nasce rica. Pretende ser uma mulher para se destacar das demais. Jamais brincou de Barbie, jamais teve coisas cor-de-rosa no seu quarto. Aos 16 anos, brincou de ser punk e tingiu o cabelo. Rejeitou todos os homens que podia. Descobriu que transar bêbada é bom e, com mulher, é melhor ainda. Aos 27 anos, teve seu primeiro aborto. Abortou tanto que contraiu uma infecção no útero, sendo necessária sua remoção.Escreve livros encomendados ao final do mês. Aos 42 anos, já estéril e sem ninguém que possa interferir em seu cotidiano, passa a encomendar o sexo, tendo um garoto de programa diferente por mês. Você se acha a feminista e a revolucionária, sendo sua tara sexual favorita a de encarnar um homem durante a penetração. Um homem machista e retrógrado, em que você vomitaria.

#3: Não interessa se você nasceu homem ou mulher, você nasceu sem desejo nenhum. Casando ou vivendo solteiro, a sua vida é pior de todas: você não ousou nada. Faz piadas sem graça para as pessoas rirem sem nenhuma energia. Inércia é sua lei, rapaz.

#4: Você coleciona divórcios. Come chocolate logo após o pé na bunda e come o amigo(a) quando está deprimido. Você não chega a ser inerte, mas prefere o mais fácil.

#5: Você não sabe quem você é. Toda vez que lembra de sua infância, retoca com um perfume e um detalhe diferente. Você é um mentiroso por tradição e descreve vidas nesse post como se soubesse de todas elas. Talvez aquele machista #1 só precisasse de uma boa mulher para lhe dar boas lições. Talvez o inerte #3 ganhasse uma ação frente à finitude da morte. Talvez os divorciados #4 mostrem que a vida não é só um compromisso no papel que, como você mesmo disse, é uma mentira. A #2 só queria ter uma chance de ver a graça da feminilidade, mas não a fêmea estúpida da história, mas a peculiaridade que só as mulheres podem prover. Você é o texto, a besteira, a comunidade no orkut visitada e a crônica revirada. Seu livro interno é um lixo e seu lixo externo é um nicho de detalhes. Você é o mais fraco de todos.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Me dê um bom motivo pra ouvir outra música

Ok, após tanto tempo deixando o papel no armário, as necessidades de excreção me fazem utilizá-lo no banheiro.

Tópico da vez, música tem sido um assunto recorrente no meu cotidiano universitário (que inclusive diminui minhas notas graças às avaliações injustas) e constantemente dialogada em suas vertentes cada vez mais bizarras. Ora é as pessoas pulando que nem macacos com adrenalina injetada, ora são franjas balançantes e muita EMOção, ora são primatas cabeludos que pensam emanar eletricidade através de suas guitarras enferrujadas, oras são os manos, oras são as putas, ora bolas, é tudo música.

Então você ouve aquela canção, aquela - que faz seu coração pulsar, que revira seus olhos, que remexe seu cérebro, que te faz vascular a wikipédia, que faz as páginas de um livro voarem durante a leitura, que deixa a velhinha do metrô puta da vida, que roda pela 345º vez no seu MP3. Depois dizem que tem nostalgia de 1968? Todos hipócritas. É bem melhor viver no mundo de hoje podendo ouvir música celta de 1678 reproduzida pelo maestro dinamarquês parente de escoceses - tudo isso com qualidade de DVD digital daquele trambolho do seu Home Theater.

De repente, pedem pra você ouvir Chico Buarque, dizem que é a canção-cabeça, o quebra-cabeça da interpretação, a genialidade. Você acha um porre. Não é meu caso, mas eu bocejo quando vou ouvir Gilberto Gil, por exemplo. Assumo que não conheço nem 10%. Certos grupos demoram pra você absorver.

Então você ouve UMA música de uma bandinha que desconhecia, nova ou antiga. Logo baixa a discografia, logo vira um puta de um hipócrita e faz propaganda do dito grupo. Na realidade, você só gosta daquela música que o cativou. Os veículos sonoros são mentirosos, porque não há um texto neles. Mesmo nas letras. O que conta é o calafrio que você sente, não se ela fala de putas ou de santos, se ela te chama de homossexual de um jeito carinhoso - e sonoro - você vai continuar ouvindo, caro espectador.

Ouve-se falar das canções que são a "onda do momento". Mande a onda da música pra puta que a pariu, em plenos pulmões. Ouça seu funk, até mesmo o carioca das favelas, estilo que particularmente não gosto, e fique em paz. Arrisco, nessa postagem difamatória, repleta de lugares-comuns, de palavras prolixas e algumas visões do público-de-fones-de-ouvido, uma filosofia de botequim que, se todos ouvissem apenas o que lhes apetece, não precisaríamos criar uma imagem de "bom ouvinte" musical. Os sons despertam orgasmos bem particulares. Quem não concorda com isso, cuidado, pode ser um frígido dos ouvidos.

Obs: Haja "puta" nesse post!

terça-feira, 8 de abril de 2008

Manual de como ter assuntos em um blog...2

#12 - Tenha alguém na sua lista de contatos que puxe seu saco. Se não tiver, encontre alguém hipócrita o suficiente pra fingir, convicentemente, que pega no seu bilau.

#13 - Não poste coisas com duplo sentido.

#14 - Se postar coisas com duplo sentido, não deixe que isso afete sua masculinidade (ui).

#15 - Zoeiras com mães é bom, mas não zoe a mãe do visitante do blog.

#16 - Finja que é alternativo: poste frases curtas altamente filosóficas, textos sem sentido e diga que ouve Belle & Sebastian ou qualquer banda gay que ninguém conheça.

#17 - Se o rótulo de "alternativo" é muito gay ou moderno pra você, coma bacon com bolo de chocolate, compre uma Harley Davidson e lance cantadas na mulherada como se você fosse um pedreiro.

#18 - Se você for emo, não conte nem ao seu cachorro. Diga que é descolado. Finja odiar os emos, também.

#19 - Hard Rockers não são gays. Ou, mesmo que sejam, eles sempre pegam uma mulher melhor que a sua. Não ouse passá-los nisso.

#20 - Hard Rockers dificilmente têm blogs. Se a mulher_da_sua_vida ama ler, é a sua chance, seu nerd.

#21 - Os itens das categorias acima são inúteis, mas dão alguma referência.

#22 - Toda a merda tem sentido. Então esse blog deve ter. O seu, também.

#23 - Não mostre o blog para seus avós. Eles vão recomendar que você assista TV ou ouça rádio.

#24 - Não veja TV e nem ouça rádio. Use seu blog como fonte primária de informação.

#25 - Jornalistas adoram falar mal de blogs. Não dê bola. É que o jornal anda vendendo menos por causa disso.

#26 - Não acredite em receitas de culinária publicadas em blog. As colheres de açúcar estão sempre erradas.

#27 - Se você for mulher, não poste sua intimidade no blog. As chances de um garoto te cantar por isso, são grandes (e dele ser mala, também).

#28 - Reafirmo: Não poste sua intimidade no blog. Se te chamarem de Diário de Daniela não diga que eu não avisei.

#29 - Poste conversas de corredor. São boas.

#30 - Poste fotos de alguém bêbado. Mande pra escola toda. Seu blog sempre terá visitantes.

#31 - Não erre a atribuição de um texto que colou, isso dá processo judicial.

#32 - Se der processo, contrate um advogado de esquina. É sempre bom se prevenir, mas não esqueça que você está na internet.

#33 - Visite blogs de famosos e xingue eles.

#34 - Visite blogs de semi-famosos e pague um pau.

#35 - Os famosos com raiva ficam engraçados. Mas é dificil conseguir uma reação desse naipe.

#36 - Os semi-famosos adoram que peguem na benga deles. Dessa forma, eles pegarão na sua. Nessa puxação-de-saco-coletiva, todo mundo sai ganhando (apesar da putaria).

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Postagem testando cores novas pro meu texto. Grato.

domingo, 23 de março de 2008

Manual de como ter assuntos em um blog

#1 - Sempre faça um blog que tenha links com jornalismo ou site de notícias ou fofocas. A quantidade de textos é vasta e a quantidade de pessoas dispostas a ler coisas que pessoas da indonésia fazem é fenomenal.

#2 - Faça apologia ao sexo. Se botar sexo explícito, nenhuma mulher vai ler. Se colocar sexo velado, talvez as mulheres verão e os homens acharão tosco. Uma terceira opção é mais válida para ambos os gêneros: fale de sexo na vida privada ou fale de fracassado sexual.

#3 - Há notícias que jornalistas dão de maneira horrível. Outras pessoas sabem ter mais humor e sacadas. Seguindo essa lógica, você se informa melhor por blogs, onde qualquer um escreve.

#4 - Jornalistas tem uma enorme utilidade: achar notícias. Depois eles podem ser mortos.

#5 - Jornalistas fazem um café gostoso, esqueci disso.

#6 - Youtube proporciona um êxtase maior que a televisão, exceto em comparação com o BBB ou com a final de um campeonato de futebol. Portanto, quando criar um blog, abuse disso.

#7 - Tenha um mascote idiota no seu blog.

#8 - Se não tiver um mascote idiota, tenha um casal de lésbicas como banner.

#9 - Se as lésbicas não toparam posar pra embelezar seu blog, siga a regra #7

#10 - Mostre seu blog pra sua mãe, com ou sem as lésbicas. Ela sempre tem alguma palavra de consolo e algum comentário pronto.

#11 - Criatividade na internet significa chatice. Então, se for ser chato, tenha estilo.

Depois eu continuo...

segunda-feira, 3 de março de 2008

Sobre cópias e colas e pavê


É muito fácil refletir sobre isso: copiamos, com a devida autoria, porque a genialidade alheia é como um "pavê de chocolate".

Eu não quero vê, vou comê!

FAQ do Desencannes: Sobre Mulheres

"4304 - como dar prazer a uma mulher
Estenda a mão e diga: "prazer.""


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Genial.

FAQYOURSELF.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Deputado israelense culpa homossexuais por terremotos

"De acordo com o deputado israelense Shlomo Beniziri, os homossexuais são responsáveis pela onda de terremotos que atingiu Israel nos últimos meses. Segundo o político, Deus advertiu que não se deve menear os genitais indevidamente.

"O Talmud nos ensina que uma das causas dos terremotos é a homossexualidade. Deus disse que sacudiria o mundo 'para despertar-vos se menearem vossos genitais' onde não tenham que fazê-lo", disse Benizri, referindo-se ao livro que reúne a tradição oral religiosa judaica.

O Knesset (Parlamento) legalizou o homossexualismo em 1988 e nos anos seguintes diversas leis passaram a reconhecer os direitos dos homossexuais. Além disso, o Vale do Jordão, o Mar Morto, o deserto de Arava e o Mar Vermelho encontram-se sobre a falha sírio-africana, local de freqüente atividade sísmica."


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Retirado de Kibeloco

Genial. E nem fui eu que fiz tamanha contra-filosofia, pura.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Sobre Emocore: O Viado Contra-Ataca

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Só pra provar que, apesar de eu procurar ser informativo sobre essa mania, é sempre divertidíssimo esculachar.

Esculachar, torturar. Não bater, haha.

Agradecimentos ao autor da charge, muito bem intencionado!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

No FAQ do Desencannes...

"124 - Se eu acordar amanhã, quais as possibilidades de um carro amarelo ovo com 3 palhaços e 5 poodles cor de rosa cantando la cucaracha me atropelar?

Envie seu endereço e lhe garantimos 100% de probabilidade."


Retirado de
http://desencannes.com/

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Sobre Emocore

"DAEWZ, VAMO ESPANCAR ESSES EMO DA GALERIA MANO!!! ELES CHORAM E CORTAM OS PULSO!!!!!!111 MORRAAAAAAAM!"

Frase comum na nossa metrópole paulistana. Além dos baurus, da poluição, dos mendigos e dos sem-número de tribos urbanas, o espancamento de emos é uma prática "dita" como comum nessa cidade. Friso bem, "DITA", porque não acontece na real. Se formos espancar cada nêgo que usa franjinha e pinta as unhas, nem o vocalista do Iron Maiden, senhor Bruce Dickson, seria poupado. E ele é heavy metal.

Então, de onde surge todo esse ódio ao bendito emocore? Sim, esse é o termo correto. Não existe "emo". O prefixo emo solto não significa absolutamente nada. Emo só funciona se juntado ao conceito de hardcore, uma música derivada do punk que consiste em bandas menos compromissadas com "música por música" e centradas em letras altamente políticas.

Com essa correção gramatical, acho que podemos elaborar algumas hipóteses sobre o ódio:

1) O ódio pode estar ligado com o começo JÁ DECADENTE do emocore. Bandas como Rites of Spring e Embrace, no cenário punk de Washington D.C. foram as primeiras rotuladas com essa "pérola" da música. Reza a lenda que um rapaz ouviu as letras deles e proclamou a seguinte frase, quase tão importante quanto a Independência do Brasil: "YOU ARE EMO!". Foi o marco. Aconteceu no começo de 1980, não tinha absolutamente nada a ver com My Chemical Romance hoje ou qualquer banda supostamente emo que você me citar. Arrisco dizer até que emo não existe hoje em dia.

2) O ódio pode existir por falta de sexo.

3) O ódio pode existir por falta de esportes urbanos.

4) O ódio pode estar ligado à popularização do termo "emo", ocorrida em São Paulo entre 1998 e 2002. Lembrando que, considerando a primeira alternativa, o rótulo foi dado de uma forma completamente ERRADA. Emocore nasceu e morreu na década de 1980, exceto por algumas bandas de 1990, pouquíssimas na verdade, a grande maioria que era emo passou para o post-hardcore, seu rótulo original (post é designado pra todas as bandas que não se encaixam em porra nenhuma de estilo. Desista de caracterizá-las. Eu mesmo, gostando de heavy há muito tempo, gosto de bandas sem rótulo. É a tendência real que domina o rock mais moderninho).

5) O ódio pode existir pelos cabelos com franja serem completamente retrô. Enquanto a manada eminha de São Paulo acha isso "a onda", o resto olha horrorizado, principalmente quando o nêgo corta aquela merda toda torta. No entanto, não custa lembrar que até gigantes como os BEATLES tinham franja. O cabelo repicado domina mais o rock´n´roll do que os cabelos longos, acredite se quiser.

Analise os pontos que eu falei. Se quiser conhecer melhor o emocore, eu particularmente recomendo uma banda, sem vergonha alguma, chamada Jimmy Eat World. Não tem tanto sentimentalismo nas músicas, embora NUNCA tenha uma letra mais pesadinha.

Outra detalhe importante pra ressaltar. Existem bandas com vocalistas bissexuais ou gays que marcam muito mais pelo seu visual e sua decadência suicida do que qualquer emo. Quais? Placebo, The Cure e Nirvana não dizem nada pra você? Toda aquela atmosfera mais deprimente, alguns com visuais andróginos.

Da próxima vez que for pensar em bater naquelas franjinhas da Galeria do Rock, pense melhor, estude um pouco o rock. Talvez você se toque que é perda de tempo, tanta perda de tempo quando os rapazes e garotas que querem aparecer com um visual escroto, com um rótulo ERRADO e com liberdades sexuais que não corresponde ao que, talvez, seja a verdadeira realidade deles, uma realidade vazia.

Vou voltar ao meu bacon com ovos e ao meu Motörhead. Bom dia para vocês.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

O velho da Coca-Cola e os perus assassinados

Aproveitando que os vossos buchos já estão cheios, contarei uma historinha. Bem ao estilo papai-filhinho-na-coberta, aquelas narrativas que a gente enche a boca pra falar.

Mas não falemos de boca cheia, e sim com muito papo.

O Natal.

Era uma vez o nascimento do menino Jesus, não, correção, o nascimento de uma certa campanha publicitária da Coca-Cola, nos fins do século XIX, que deu origem ao velhinho com longa barba e vestido com cores vermelha e branca, não por acaso. Com algumas tradições papais, já que as festividades são de São Nicholau, que era papa, passou-se a consumir, além da coca, bastante carne branca no período, sacrificando os pobres perus, embora o consumo de porco ainda seja permitido.

E como toda a lenda bíblica, botaram um lema para o bom velhinho, que ele era a vinda da boa nova, dos presentinhos pras crianças e que simbolizava o final do ano conturbado, num frio desalmado (sendo que isso não se aplica ao Brasil, uma vez que nosso fim de ano é quente). A festividade, como colher de sopa, dissolveu os feriados de inverno regionais, como certas feiras de fim-de-inverno na Suécia, Finlândia, enfim, você entendeu o que eu quis dizer, não?

Pois bem. Eu odeio o Natal? Não, quem odeia o natal é o Grinch, aquele monstrengo verde que também odeia crianças e presentes, além de alguns velhos caducos, homens malucos e quem odeia carne de peru, sendo que, para os vegetarianos, o cardápio natalino é variado. Mas por que eu estou cusparando, isso mesmo, cuspindo, essa porrada de verdades meio macabras do Natal? Ora, para relembrar que, antes de mais nada, é um viva ao capitalismo, essa data, mesmo para os comunistas e anarcos mais latentes.

É uma data de materialismos. No entanto, em outro ponto, o "mito" natalino não é materialista. Sim, há uma larga diferença entre o mito e a realidade. É como mortadela e queijo dentro de um sanduíche: estão próximos e até se misturam, em cada dentada. Mas são totalmente distintos, visto o sabor de cada.

Enquanto a compra de presentes enriquece o mercado, junto com as coca-colas, champanhes, vinhos, etc tomados, esse negócio de abraçar os outros é totalmente anti-comercial. Esse espírito de juntar famílias, mesmo aquelas que são um pé no saco, são responsáveis pelo imenso sucesso da comemoração natalina.

Quem sabe, quando os abraços acabarem e a internet dominar os relacionamentos, a quimera do Natal possa, enfim, morrer. Por outro lado, é muito curioso que uma festividade como essa, sem pé nem cabeça, mas com um puta espírito de aproximação, se mantenha viva ano a ano.

Enfim, Feliz Natal atrasado, já que a contra-filosofia manda comemorar as coisas depois que já aconteceram. E não se esqueçam que, embora o mundo esteja em paz, milhares de famílias de perus são assassinadas por essa festividade.

Por isso, coma carne de porco!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Efeito "Xuxa" ou dois ETs de um mesmo planeta


Fiz uma reflexão nesses dias. Um verdadeiro "Tratado de Tordesilhas" da inutilidade, uma orgia absurda para abstrair meu cérebro antes que ele se liquefaça nessa realidade fanfarrona. Divide várias coisas e permanece com os fatores em conjunto, já que a ordem das carroças não altera o viaduto.

Todas as manhãs, a apresentadora Xuxa Meneghel apresenta um programa matutino que, seguindo a teoria de adaptar sua linguagem aos pequenos, abarca a mentalidade de toda uma infância feliz, que segue as boas maneiras, não é? Falso. O mesmo se aplica aos outros programas infantis. Faustão exibe seu programa domingueiro, que possui picos de Ibope principalmente pelos brasileiros estarem confortavelmente em suas casas. Com uma linguagem bem acessível, ele permanece sendo um dos programas mais assistidos, mesmo com o aumento de assinaturas de TV à Cabo ano a ano. Por trás de todo esse processo de ligar a televisão e ver o Faustão berrar "ôloco" tem uma justificativa plena e satisfatória, não é mesmo? ERRADO, falso, fanfarrão, sem noção! Não, não há uma resposta que sirva para essas perguntas corriqueiras.

O mesmo processo verificado nos programas da Xuxa e do Faustão é atestado no trânsito da marginal do Rio Tietê, em São Paulo, ao meio-dia. Numa avenida que, segundo as legislações de trânsito, é via de tráfego rápido, observa-se lesmas em movimento, dentro de caixotes denominados carros. É, senhores, estamos diante do efeito "Xuxa", da propaganda que não corresponde ao produto ou, para ser mais sintético, aos seres humanos.

Faça você o teste, planeje algo até as minúncias e tenha certeza que não vai falhar. Colocado em prática, falha. "Poucas coisas dão certo", diria um ditado popular. No entanto, tem outro que relata bem melhor esses acontecimentos: "tudo tende à incoerência".

Essa incoerência está presente tanto nos fãs do Tiririca, que o admiram, mas jamais agiriam como ele, em geral, até as manias sexuais bizarras da Cicarelli, que ninguém admira, embora goste dos peitos e o resto. Veja o palco do programa do Gugu aos domingos, sempre cheio, sempre repleto de gente berrando seu nome. Agora peça para cantarem sobre o pintinho amarelhinho, especificamente os homens.

Nessa salada mista está a teoria do estranhamento de uns existencialistas do começo do século XX. Enquanto me espelho neles para entender os programas de televisão, o trânsito de sampa e os problemas pessoais, vemos que nesse universo Silvio Santos talvez seja um "santo". Motivo? Nunca foi a hegemonia televisiva e sempre perguntou o que você quer. Se fosse a maior emissora de televisão, sempre teria oposição, porque criticar é divertido, orgásmico.

Pois é, Silvio talvez seja o menos ET desse planeta repleto deles.

Então, "quem quer dinheirôoooo? Ma OE!"

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Contra o que se pensa sobre fãs de Heavy Metal

Habitualmente, se você perguntar para um jovem, ou o tiozão mesmo, sobre os gostos de heavy metal e ele for fã, ele vai citar uma infinidade de bandas, algumas que não tem absolutamente nenhuma diferença da outra. Agora, se você perguntar para o mesmo fã desse estilo músicas fora do rock, ele vai se sentir ofendido e dizer que o rock pesado não precisa de "acompanhamentos".

Então, para contestar essa generalização, vejamos alguns trechos de uma matéria publicada na Whiplash, site famoso de cobertura de eventos dentro desse gênero de música mais fechado.

Matéria na íntegra:
Aqui

"Quem ouve Heavy Metal ouve apenas Heavy Metal?
Por
Thiago (El Cid) Cardim Publicado em 16/12/07

Por algum motivo tornou-se padrão, principalmente entre os headbangers mais jovens, uma postura absolutamente xiita com relação ao que toca no seu CD player (ou iPod, ou quem sabe vitrola para os mais velhos...). Para que você seja considerado um verdadeiro fã de heavy metal, não pode ouvir nada que seja diferente do universo do rock pesado. O máximo permitido, mais ou menos fora deste espectro, são pilares do rock clássico como
DEEP PURPLE e Led Zeppelin. Será que uma coisa invalida a outra, afinal? Será que você pode ser considerado um “pecador” e/ou “traidor do movimento” caso resolva, depois do Grave Digger, colocar um Paulinho da Viola pra soar aos seus ouvidos?

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Muitos fãs e integrantes da cena heavy metal têm gostos musicais extremamente fartos e variados, conversei com músicos, produtores, jornalistas especializados e toda uma galera de mente aberta, propus uma micro-pesquisa cujos resultados exponho abaixo. A pergunta era simples: “Que bandas/artistas você costuma ouvir com freqüência e que não podem ser enquadrados nos gêneros hard rock – heavy metal – rock pesado – rock clássico?”.

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Andre Matos, 35 anos, ex-vocalista do Viper,
ANGRA e Shaman
Minha maior influência, ao lado do rock pesado, é sem dúvida a música clássica. Esta foi a profissão na qual me formei, e desde muito cedo tive contato com esse estilo. Tenho alguns compositores favoritos, mas na verdade gosto mesmo é de escutar música clássica de todas as épocas, desde a medieval até as mais contemporâneas. Também curto trilhas para cinema e composições para orquestra em geral. Fora isso, existem outras bandas e artistas que não saem da minha coleção, entre eles: Kate Bush, Tori Amos, Peter Gabriel, Sting... Por incrível que pareça, sempre gostei da banda norueguesa A-ha - apesar dos rótulos, acho que tanto as composições quanto o vocalista estão acima da média. O
U2 também sempre foi uma banda que me chamou muita atenção, por todo o seu profissionalismo. Uma indicação atual? A banda inglesa chamada Muse - eles conseguem, como ninguém, misturar o clássico ao rock com muita originalidade.

Aquiles Priester, 36 anos, produtor e baterista do Angra
Dave Matthews Band, Spiro Gyra, Dave Grusin, Inocentes, Música Instrumental em geral.


João Paulo Andrade, 34 anos, Webmaster do Whiplash!
Já fui radical, mas com a idade ficaram para trás a maior parte dos preconceitos, o pretenso bom-senso musical, e também a vontade de parecer bonzão dizendo que só ouvia som porrada. Além de clássicos da música internacional de que pouca gente fala mal (como blues), e clássicos da MPB de que pouca gente fala mal (como Chico Buarque, Vinícius e afins), ouço muita merda. MERDA, MESMO! @:) De nacional, brega clássico (Só o de raiz! Sou radical neste sentido! Coisas como Odair José, Agnaldo Timóteo, Waldick Soriano! Nada de Bruno & Marrone!). De internacional, tenho um estranho gosto por Disco Music e afins (Gloria Gaynor, Ottawan, KC & The Sunshine Band, Village People, Chic), o que, sei, vai fazer os trues de plantão me acusarem não apenas de "traidor do movimento" como também de homossexual. @:) Gosto muito e coleciono hits radiofônicos (nacionais e internacionais), seja de quais forem os gêneros e épocas. "- JP, você tem aquela música famosa, (insira aqui a sua música ruim favorita)?" Tenho! Madonna (só a primeira fase)? Sim! Michael Jackson (só a primeira fase)? Sim! Ursinho Blau-Blau? Sim! ... e de outros milhares de artistas famosos considerados ruins (e boa parte deles ruim, de verdade). Ah! Tenho uma boa coleção de samba, com predileção pela obra de Cartola, mas também com coisas um pouco mais estranhas como Clementina de Jesus. Também coleciono trilhas sonoras de filmes e covers estranhos. @:)


Paulo Almeida, 38 anos, guitarrista do Fates Prophecy
Minha formação musical é basicamente dentro do rock, comecei muito criança ouvindo Beatles, The Who, etc até chegar no heavy metal... mas gosto de alguma coisa de música clássica e também muitas bandas mais pop como Duran Duran, Tears For Fears, Madona, The Cure, até Michael Jackson e Ricky Martin! Acredito que a música sendo boa, feita realmente com honestidade e interpretada por bons músicos é o que realmente importa."


É rapaz.

Os músicos, e alguns ouvintes, se revelam!

Contra-filosofia

Uso esse espaço do blog não para discutir coisas sérias, mas para falar coisas desconexas de maneira rabujenta. Toda a vã filosofia me atrai em seus assuntos mais corriqueiros: trêbados em bares, pessoas que levam pé na bunda, funcionários recém-demitidos, pessoas que acabaram de bater o carro, pessoas que não treparam com aquela vontade, pessoas que NÃO treparam e afins.

E, tendo toda essa paixão pela filosofia, sobretudo pela vã, pela frágil filosofia, uso esse espaço do blog para ser prolixo, inútil, exacerbado e provar que a razão é igualmente delicada, fresca, quase gay.

Sendo machinho que sou, chauvinistinha de merda, vou comer bacon com batatas fritas e fritar um bife com sangue pingando.

Contra-filosofar é olhar o céu azul, falar verborragias enquanto minha bunda gorda descansa na poltrona. E isso não deixa de ser uma linha de pensamento.